De mala e cuia

Intercâmbio na Irlanda – parte 3: realidade no Velho Continente

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Rio Corrib que corta a cidade de Galway, Irlanda – Arquivo pessoal

Olá pessoal!

Esta é a parte 3 sobre o meu intercâmbio na Irlanda. Antes de ler esse texto, vale a pena dar uma olhadinha na parte 1 e na parte 2.

Quando partimos para uma viagem ou intercâmbio nunca sabemos o que realmente vamos encontrar, por mais que façamos muitas pesquisas sobre o nosso lugar de destino.

Como falei na parte 1, inicialmente eu queria ir para os Estados Unidos, afinal de contas, já temos um pouco da american life na nossa cultura. Maaas, acabei indo para a Europa, e, já sabendo da grande diversidade de povos que transitam pelos países da União Europeia, fui com a esperança de ter contato com outras culturas no hostel que ficaria e na escola que iria estudar inglês.

Mais uma vez minha expectativa foi frustrada pela realidade. Ao chegar no hostel, tinham muitos brasileiros lá, e, inclusive, minha colega de quarto era uma menina paulista. Agradeço muito a ela, pois me ajudou muito, principalmente nas primeiras horas, me mostrando onde eram os mercados, quais eram mais baratos, onde eram as lojas, a rua da feirinha, enfim, ela me deu uma baita ajuda, fora que ela virou minha parceira de passeios por Dublin e pelos bairros ao redor. (Valeu Lis! Obrigada pela paciência e parceria! )

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Howth, subúrbio de Dublin, Irlanda – Arquivo pessoal

No primeiro dia de aula pensei, “bom, agora talvez eu fique em uma turma com mais alunos de outros países” (#sqn). Na minha turma tinha somente um aluno argentino e os demais brasileiros. No entanto, a galera era muito bacana e divertida!

Essas situações foram frustrantes num primeiro momento, mas confesso que ser acolhida e ajudada por brasileiros me deixou com menos medo de não conseguir me comunicar e talvez ter uma dificuldade muito maior para conseguir aproveitar meu intercâmbio, afinal de contas, eu só tinha apenas três semanas para conseguir dominar idioma, desbravar a cidade e os seus pontos turísticos, e, esse auxílio brazuca foi fundamental.

Após esse choque de realidade inicial, o número de estrangeiros aumentou no meu hostel, e, tive o privilégio de ter, por uma semana, uma colega de quarto alemã que falava inglês de forma impecável! :D. Essa colega me ajudou muito com a pronúncia, e, principalmente, para eu perder a vergonha de conversar em inglês.

Com um pouco de confiança para me comunicar com os nativos, já conseguia perguntar para as pessoas como chegar em determinados lugares, ir à museus e excursões por pontos turísticos por todo o país, e, até na Irlanda do Norte. Quando eu já estava bem confiante, conseguia até ajudar as pessoas que me paravam para me pedir informações :P.

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Castle Ward – locações de Winterfell em Downpatrick, Irlanda do Norte – Arquivo pessoal

Ouvi muitas pessoas dizendo que ir para lugares onde muitos brasileiros vão é um tiro no pé do intercambista que quer aproveitar mais o aprendizado do idioma local. Essas pessoas até podem estar certas em um primeiro momento, pois se você estiver inserido em um lugar onde só se ouve o idioma local e você só pode se comunicar neste idioma é muito provável que seu aprendizado seja mais rápido. Mas, não posso dizer que ficar em um lugar onde você possa ter contato com muitos brasileiros seja de todo ruim, pois o aprendizado é você quem faz com dedicação, estudo e esforço. E, ainda, logo quando você chega é muito bom você ter alguém que fale o mesmo idioma para te ajudar em um primeiro momento, onde você está mais perdido e vulnerável.

Mesmo ficando em Dublin, tendo contato com muitos brasileiros, quando retornei para o Brasil, a primeira coisa que minha professora de inglês me disse foi: “Letícia, você está falando inglês muito melhor, com mais segurança, menos vergonha, e, o melhor, conjugando os verbos nos tempos certos e de forma natural”. Nossa! Esse foi o melhor elogio que pude receber, pois pude ver que todos os meus esforços e todo o dinheiro investido não foi em vão. Lógico que ainda acho que meu inglês não é ótimo, mas realmente eu perdi o medo de tentar falar com as pessoas, mesmo que esqueça de algumas palavras ou não tenha um vocabulário tão extenso.

Então é isso galera, mesmo que você tenha pouco tempo para poder ir para um intercâmbio, seja em qual parte do mundo for, sempre vale a pena, pois é um conhecimento e uma experiência que nunca ninguém poderá ou conseguirá roubar de você.

Espero que tenham gostado deste breve resumo de três partes do meu intercâmbio na Irlanda. Ainda falarei de alguns assuntos específicos sobre o intercâmbio, mas em posts avulsos.

Caso tenham dúvidas, elogios, críticas ou sugestões, deixe seu comentário aí embaixo, nos siga no instagram e curta nossa fan page no Facebook. 😀

See u

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Por Letícia

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6 comentários em “Intercâmbio na Irlanda – parte 3: realidade no Velho Continente

  1. Amei! Penso muito em fazer um intercâmbio e meu maior medo é ficar em um local que só tenha estrangeiros, pois meu inglês é péssimo e ficar em um lugar onde tenha brasileiros me daria mais conforto, afinal de contas muita coisa em inglês eu ainda não sei… Adorei tua experiência, e parabéns pela coragem. E como tu disse, por mais que tenha ficado com brasileiros quem faz o aprendizado somos nós com esforço e dedicação bjs

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