De mala e cuia

Viagem para o Uruguai – parte 2: roteiro

No primeiro post sobre minha viagem para o Uruguai falei de dicas importantes antes de fazer as malas e colocar o pé na estrada. E no post de hoje vou falar sobre o roteiro planejado e parte do que foi realizado, com minha opinião sobre os lugares visitados.

Nosso planejamento, iniciando a viagem em 13/dez/2014 e retornando em 20/dez/2014, foi: Sapucaia do Sul → Chuí → Parque Nacional de Santa Teresa → Punta del Diablo → Cabo Polonio → La Pedrera → La Paloma → Jose Ignácio → Punta del Este → Piriápolis → Montevideo → Rio Branco/Jaguarão → Sapucaia do Sul

Saímos de Sapucaia do Sul (a 35 km de Porto Alegre – RS) e fomos até o Chuí (pelas rodovias BR-116, BR-290, BR-392, BR-471). Isto dá uma distância de aproximadamente 540 km e umas 8 horas de viagem, pois na região da Reserva do Taim a velocidade é bem reduzida, e ainda são necessárias algumas paradas intermediárias para esticar as pernas e ir ao banheiro.

Quando se chega à fronteira é necessário apresentar documentação do veículo e de todos os ocupantes. É muito importante levar os documentos corretos para não perder a viagem. Também aproveitamos para trocar alguns reais por pesos uruguaios, pois nem todos os lugares aceitam nossa moeda, e nos primeiros lugares de parada poderíamos não ter caixa eletrônico a nossa disposição para saques emergenciais. Este foi o lugar que teve a melhor cotação em toda a viagem.

Nossa primeira parada oficial foi no Parque Nacional de Santa Teresa, que fica a uns 40 km da fronteira (pela Ruta 9). Este parque possui camping, cabanas e casas para aluguel. Dentro dele têm algumas praias e a Fortaleza de Santa Teresa. Como posamos no parque, alugamos uma cabana (eles chamam de carpicabana, que consiste de um cômodo com uma cama de casal e um beliche, geladeira e mesa). Como na cabana não tinha banheiro, precisamos usar o do camping, que por sinal era muito ruim, pois os vasos não tinham acento e o banho era gelado. Então se você visitar este parque, não alugue a carpicabana, dê preferência para cabanas com banheiro ou então alguma casa. De resto, o parque é lindo, tem alguns mercados e lancherias simples, bastante sombra, mar limpo (e gelado, como todo o litoral uruguaio) e até um mini-zoo.

Vale a pena visitar a Fortaleza, é muito bonita e bem cuidada, mas atenção aos horários de funcionamento. Quando fomos, ela ficava aberta para visitação de quarta à domingo na parte da tarde, com um valor de 20 pesos uruguaios por pessoa.

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Saindo do Parque Santa Teresa, nosso plano inicial era passar em Punta del Diablo, pois dizem ser uma praia muito bonita e bastante frequentada por brasileiros. Mas devido a alguns imprevistos, fomos direto para Cabo Polonio (há uns 70 km do Parque Santa Teresa, pela Ruta 9 e depois Ruta 10). Para chegar até a beira da praia onde fica o vilarejo de Cabo Polonio é necessário deixar o carro em um estacionamento pago, pegar o transporte apropriado (caminhões 4×4) e andar por alguns quilômetros entre dunas. Lembre-se de guardar o ticket do transporte, pois é necessário apresentá-lo para garantir a volta. E aproveite para saber os horários de volta. Na época o estacionamento foi 130 pesos uruguaios e o transporte de ida e volta foi 170 pesos uruguaios por pessoa.

Em Cabo Polonio ficamos hospedados no hotel La Perla Del Cabo, que podemos dizer ser o hotel 5 estrelas de Cabo Polonio (quarto com cama de casal e banheiro privativo, além de café da manhã no restaurante do hotel). Quase todas as demais acomodações do vilarejo são hostels. O La Perla é ótimo e o restaurante melhor ainda (fizemos todas refeições neles), e é aberto ao público que não está hospedado. Não lembro o nome dos pratos, mas lembro de ter comido peixe grelhado, nhoque e bolinhos de algas, e todos estavam ótimos. O único problema, se é que pode ser chamado de problema, é que a energia elétrica de todo o vilarejo é proveniente de geradores particulares, então no hotel a energia dos quartos é ligada quando começa a escurecer e ao amanhecer ela já está desligada, então só é possível carregar a bateria do celular na parte de noite, além de não conseguir tomar banho quente de manhã.

Em Cabo Polonio, assim como a maioria das praias do Uruguai, tem um farol que é aberto para visitação. Para subir nele é cobrado 20 pesos uruguaios por pessoa. Não deixe de subir no farol, a vista é linda e vale cada degrau (nem são tantos). Mesmo sendo dezembro, estava bem fresquinho em Cabo Polonio, com aquela neblina fininha, então não teve banho de mar. Apenas caminhada, visitação ao farol e descanso no hotel.

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Após passarmos a noite em Cabo Polonio pegamos a estrada rumo a Punta del Este, mas antes fizemos algumas paradas estratégicas bem rápidas nas praias do caminho, como La Pedrera (40 km de Cabo Polonio pela Ruta 10), La Paloma (11 km de La Pedrera, pelas Rutas 10 e 15) e Jose Ignácio (85 km de La Paloma, pelas Rutas 15 e 9). Estas distâncias estão baseadas no caminho que fizemos na época, quando ainda não tinha a ponte sobre a Laguna de Rocha, sendo necessário fazer uma volta bem maior. Neste dia também estava fresquinho e nublado, então as fotos não ficaram tão bonitas, mas as praias são  lindas, assim como todo o litoral uruguaio.

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Para não deixar este post muito extenso e cheio de informações, vou dividir o roteiro em duas partes. Então no próximo post vou continuar o trajeto falando sobre Punta del Este, Piriápolis, Montevideo e a volta para o Brasil. Aguardem!

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Por Aline

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